Talentos e Competências – Parte IV

Tempo de leitura: 4 minutos

Olá, Caros Leitores! Na última publicação do Blog descrevi características oe perfil comportamental  “PARECE, MAS NÃO É”, o qual super-utiliza os Talentos. Agora, o assunto é a subutilização do mesmo.

Casos de subutilização dos Talentos ocorrem quando o perfil aponta características, mas a pessoa ainda não tomou consciência delas. A pessoa subutiliza o seu perfil ou desenvolve outras características que não são naturais. Por exemplo:

Melina S. T. apresentou um perfil com alto S e C apresentando excelentes características para a área técnica. Sua família insistia que fizesse cursos em áreas antagônicas às suas características. Ela havia começado uma Graduação em Informática, mas há três anos desistiu do curso. Estava vivendo um momento difícil, com sintomas de Distúrbios Obsessivo-compulsivos, os quais faziam com que ela se afastasse de tudo e de todos. Ao conhecer seu perfil, Melina pôde identificar suas potencialidades e desenvolver o tratamento e aconselhamento adequados para retomar seu caminho. Após o processo de COACHING, ela foi encaminhada para um tratamento psicoterapêutico. Melina retornou à faculdade, ao inglês, fez amizades e hoje trabalha como autônoma na área da computação. Agora, ela conhece o seu potencial e sabe que tem futuro. Sabe também quem é e o quanto precisa se aprimorar para chegar ao que deseja.

Esse é apenas um dos casos em que a pessoa PARECE que não vai ser nada, não vê perspectiva em sua vida mas, na verdade, falta-lhe desenvolver características que ela mesma não saiba que as possui, ou que não foram estimuladas por sua família e/ou desenvolvida na escola. Potencialidade não desenvolvida é energia de vida REPRESADA e faz tanto mal quanto as que utilizamos exageradamente.

Os casos de “Parece, mas não é”, quando adequadamente desenvolvidos ou redimensionados, passam para o que denominaremos adiante “Parece e é”.

Dando continuidade ao nosso estudo, vamos entender a característica de perfilÉ, MAS NÃO PARECE“. Isso ocorre quando a pessoa não percebe e/ou inconscientemente rejeita o seu perfil pessoal e se impõe a desenvolver outras características: “Esse não sou eu”. Frequentemente, isso ocorre quando procuramos ser uma pessoa diferente da que, de fato, somos. Buscamos parecer com os pais, um amigo, um ídolo. Não com nós mesmos. Do ponto de vista pessoal, a forma de testar se isso de fato está ocorrendo é perguntando às pessoas que estão a nossa volta se realmente somos daquele jeito (imaginado por nós ou representado no perfil). Este teste pode nos dar uma dica do que pode estar acontecendo.

Outra situação comum é quando uma pessoa desenvolve ao longo de sua vida algumas características para se adequar ao contexto em que vive, mesmo não sendo seu o valor original, ele consegue um bom desempenho relativo àquela questão.

A pergunta que se faz é: O quanto de sacrifício pessoal foi investido para o desenvolvimento de uma característica que não é da nossa natureza básica? Para alguns pode ser fácil, para outros razoavelmente difícil e, em determinados casos, até impossível.

Finalizando: E então… Como “UTILIZAR SEUS TALENTOS“, sob a égide de:

Parece e é– Otemperona medida certa realça o sabor e ratifica a receita. Quando há uma coerência entre as características e as ações, todos reconhecem naquele perfil a pessoa que ele caracteriza. Ele olha para seu perfil e confirma o que vê. As demais pessoas ratificam. O seu dia a dia é a representação do que foi analisado. Esses são a maioria.

Conclusão: Por mais fiel que sejamos aos nossos perfis, sempre há o que melhorar. Enxugando os excessos (redimensionando) e desenvolvendo o que falta, estamos permanentemente realinhando nossos comportamentos com o nosso perfil. A pessoa amadurecida está permanentemente avaliando-se e identificando onde precisa fazer os consertos. O nosso eixo não é rígido. Ele é flexível, mas não móvel. Quanto mais depressa reconhecermos o afastamento do nosso centro, tomamos a iniciativa para retornar a ele o mais rápido para que possamos nos levantar das quedas. A pessoa amadurecida sabe disso. Isto é o que a diferencia dos INCONSCIENTES, INCONSEQUENTES e ACOMODADOS. Como visto, não basta imprimir o seu perfil, ler e guardar. É preciso entendê-lo e melhorá-lo.

Procure um aconselhamento individual (um Coach, um Psicólogo) e identifique como está usando suas características individuais. A partir daí, trace um planejamento para seu futuro.

Abraço, até a próxima

Frank Moraes – O Coach.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *