Vivemos na era dos mendigos emocionais: uma reflexão sobre o seu desenvolvimento pessoal

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“Antes que os recursos da Terra se esgotarem, esgota-se primeiro a mente humana” – Trecho do best seller O homem mais inteligente da história, de Augusto Cury

Após reflexões, análise de centenas de exemplos, protagonizados, na mídia, e buscando algo eficaz para tratar deste assunto, começo esse artigo com essa frase reflexiva enunciada pelo Dr. Marco Pólo, um cientista ateu na obra de Augusto Cury.

Mais reflexivo que isso, é abordagem do livro de que estamos vivendo a ERA DOS MENDIGOS EMOCIONAIS.

Muitos dos que estão lendo e refletindo sobre o conteúdo desse artigo, trajam ternos e gravatas e roupas de grife, mas não poucos mendigam o pão da alegria ,pois que a violência no mundo cresce assustadoramente seja nas nações pobres ou nas mais.

Pois a educação mundial precisa passar da era da informação para a era do eu, como gestor da mente humana! A primeira gera gigantes na ciência, mas crianças no território da emoção; a segunda cria seres humanos bem resolvidos, coerentes e altruístas.

E antes que me perguntem. O que é ser gestor da mente humana? Eu respondo, é saber gerenciar os pensamentos, proteger a emoção, libertar a criatividade e se tornar protagonista da própria história.

As pessoas precisam aprender a pensar coletivamente, serem altruístas, a se colocarem no lugar do outro e serem tolerantes com as frustrações!

Pequenas contrariedades geram reações desproporcionais. estamos na era do descontrole emocional.
As vacinas nos protegem contra viroses, mas quais vacinas podem prevenir a violência e os transtornos psíquicos?
Sem mudar a educação, e consequentemente o Desenvolvimento Pessoal, objeto do meu trabalho, é impossível. Qual delas você daria a quem ama? Normalmente nenhuma! Estamos acostumados a dar broncas, apontar falhas, tecer críticas…
A falta de proteção da emoção é a maior de todas as violências, e a cometemos contra nossos próprios filhos!
E como podemos mudar isso?

O Doutor Marco Pólo, nos recomenda que há muitas ferramentas à nossa disposição:

  • podemos ser mais lentos para reagir e rápidos para pensar;
  • ser empáticos e nos importar com a dor dos outros;
  • ter consciência de que por trás de alguém que fere há uma pessoa ferida;
  • pensar com humanidade e não apenas como grupo socia

E por isso todas estas ferramentas relacionadas com O F do meu Método EFP de Desenvolvimento de Pessoas serão algumas iniciativas que se praticadas, tornar-se-ão em soluções pelo menos individuais que se auto multiplicarão pelo exemplo.

Entenda como a letra F (Família e emoções) do Método auxiliar no seu desenvolvimento pessoal:

Temos Crianças e adolescentes conectados o dia todo no celular, mas desconectados de si mesmos.

Hoje uma criança de 7 anos possui mais dados que os imperadores romanos em sua época.
Uma de 9 anos mais informações do que Sócrates e Platão. Isto é insuportável!
O excesso de informações não utilizadas torna-se lixo intelectual. Esgota o cérebro.
Entretanto é bem verdade que a era digital trouxe ganhos inegáveis, ponderaria alguém!

Sim, inclusive aumento cognitivo e uma melhora de raciocínio lógico e da produtividade.

Mas, ainda caminhando pela nossa odisséia em vislumbrar as dimensões do desenvolvimento de pessoas, cabe lembrar que estamos na era do lazer, mas nunca tivemos uma geração tão triste. Esse é um grande outro paradoxo, afirma Dr. Michael, outro neurocientista, pesquisado por mim.

As sociedades modernas estão virando um manicômio a céu a aberto?

desenvolvimento pessoal

Sim! Estamos na era dos miseráveis emocionais. Por exemplo, o nosso Brasil, um país jovem, ensolarado e alegre. Mas segundo as estatísticas, na cidade de São Paulo, no período de 2002 à 2012, o índice de suicídios entre jovens aumentou 42%.

E hoje dia 15/01/2017, o Jornal O Globo publica que o Brasil teve um aumento de 14,22% no numero de assassinatos entre 2005 e 2015, que por incrível que pareça este índice é maior no Desenvolvimento Pessoal é num dos menores, estados da federação, configurando assim, onde temos menos educação e desenvolvimento pessoal, maior o índice de violência e descontrole emocional.

A FAO, órgão da ONU responsável pela segurança alimentar, como devem saber, detectou que há 800 milhões de pessoas passando fome no mundo. Algo intolerável!
Mas as estatísticas não dizem que há bilhões de mendigos emocionais, alguns morando em belos apartamentos e em casas confortáveis.

Conversando com um dos meus amigos, sobre o que estou escrevendo nesse artigo, ele declarou:

“Sou impaciente, reclamo muito, detesto quando meu notebook ou celular demora a ligar. Sou um faminto emocional.”

Um exemplo clássico, de que a principal característica dos mendigos emocionais é fazer pouco do muito.
Por exemplo , os pais têm pavor que os filhos se tornem dependentes de drogas, mas sem perceber, viciam o cérebro deles com excesso de estímulos, presentes.
Pode ser uma violência contra a saúde emocional deles. Pode estar a levá-los a precisar de cada vez mais receberem presentes para sentirem algumas migalhas de prazer. Não são as drogas apenas que causam dependências. Maus hábitos também.

Por favor procurem dar a seus filhos, o que o dinheiro não pode comprar: sua presença e sua história. Ensinem-lhes a contemplar o belo. Isto é o presente dos presentes!

Posso afirmar que a emoção é democrática, ela se alimenta especialmente das coisas simples e anônimas da vida.

Espero que este artigo faça você perceber que não sabe dirigir o seu veículo mental, mas quer liderar sua família, seu trabalho, sua espiritualidade; mas não se desenvolveu para ser líder de si mesmo, estão no rol do mendigo emocional, vivendo de migalhas de prazer.

 

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