Julgamento: por que esse hábito pode detonar a sua carreira (e os seus relacionamentos)

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“Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”

Você já ouviu essa frase?

Ela tem muito a dizer sobre o ato de julgar.

 

Nesse artigo, vamos aprender como lidar com algo implícito no nosso cotidiano, mas que pode destruir-nos por não termos controle sobre o mesmo.

E começamos com a visão milenar, instituída por Deus quanto ao julgamento. Quando Ele disse:

Não julgueis, para que não sejais julgados; pois com o critério com que tiverdes medido vos medirão também; por que vês tu o argueiro (cisco, cegueira) no olho do teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?

Hipócrita, tira primeiro a trave (coloca o óculos) no teu olho e então verás claramente para tirar o argueiro do olho do seu irmão.” Mateus 7:1-5 – Bíblia Sagrada.

A tradução é simples: primeiro temos que estar coerentes, corretos, adequados conosco, para então sugerir ações para alguém. Simples assim.

Mas esta assertiva, pertence ao plano espiritual, pois ninguém neste corpo será julgado, por isso Jesus nos ensinou:

Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então se abriram os livros. Ainda outro livro, o livro da vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros”. Apocalipse 20:12 – Bíblia.

Então entendamos:  ao morrermos, o corpo físico acabou. Não há sentença humana prevista em nenhum Código Civil, Penal, de Ética ou similar que faça um julgamento. O que nos resta, é um julgamento espiritual, mas não é disso que venho tratar.

Eu venho tratar, do julgamento terreno. Enquanto vivermos nesse mundo e para tanto vejam a legitimidade outorgada que Deus nos deixou ao dizer:

” Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem, foram por ele instituídas” ( Romanso 13:1 – Biblia).

E agora que sabemos de onde vem a autoridade de julgamento, vamos entender seu praticar aqui na terra, no dia a dia.

” Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, sim; quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela. ( Romanos 13: 1-7 – Bíblia).

julgamento

Agora, vejamos na segunda parte deste artigo onde estão as milhares de autoridades constituídas a saber, para que possamos viver de forma isonômica e harmoniosa, onde foram criados e constituídos diversos mecanismos por exemplo:

– A ética;

– O novo Código Civil – STJ;

– O que é código de conduta e ética, profissional;

– A ética no novo código civil;

– A constituição Federativa do Brasil;

– Código de defesa do consumidor;

– Código de ética médica;

-Código de ética do Servidor Público, do Poder executivo.

e seus desdobramentos, para então entrarmos no cerne deste blog, que é:

Por que esse hábito pode detonar a sua carreira (e os seus relacionamentos)

julgamento

Agora que não nos confundiremos mais sobre o ato de julgar, vamos então dissecar este comportamento, tão intrigante e instigante, e mais uma dezena de adjetivos que poderíamos atribuir o ato de julgar.

Pois julgar os outros nos define. Pois o mesmo dano que você pode provocar, também pode causar a você, de modo que é importante conhecer-se e a quem você está julgando.

A chave disto está em que nos conhecemos por meio das nossas ações. Se julgarmos frequentemente os outros, o mais normal é que nos conheçam por isso e que sejamos julgados.

Entretanto, também pode ser que este não seja o caso, e que você se sinta julgado sem merecê-lo. Se atualmente você se sente julgado por alguém, pense que não há um motivo pelo qual essa pessoa queira lhe prejudicar.

Não se deixe afetar pelo que diz, é uma pessoa que não está tentando entendê-lo(a). Ninguém vive as experiências do mesmo jeito, nem as sentimos da mesma forma.

Essa pessoa que agora julga, provavelmente está dizendo mais dela mesma que de você, de modo que você precisa se manter forte e só deixar aconselhar, nunca julgar.

E se ainda assim você continua se sentindo mal por isso, lembre-se de que quando alguém julgar seu caminho, você sempre poderá lhe emprestar os seus sapatos.

Então vamos ser cuidadosos na emissão de opinião

Vamos analisar os fatos a partir das informações que recebemos, e não do que estamos prejulgando.

Vamos confiar mais até que nos prove o contrario, não podemos criar diferenças ou igualdades nos comportamentos das pessoas, cada uma é única.

Vamos usar as ferramentas, leis, decretos leis, artigos, códigos, enfim esta parafernália de instrumentos para saber se a pessoa está enquadrada em alguma coisa que faça jus ser julgada ou na maioria das vezes pré-julgada.

Nos relacionamentos, notadamente pessoais/emocionais, vamos praticar a empatia, e com isso vamos mais compreender do que julgar.

Finalmente, um dos impulsos que nos leva a julgar precipitadamente  é a falta de amor pelo próximo, nossa própria insegurança, nossa falta de conhecimento adequado, nossa cultura, tendências, e até fatos imprevisíveis que temos de qualificar; mas usemos o bom senso  nestes casos.

Lembre-se o que faz de você um profissional ou um ser humano diferenciado é trocar sua capacidade julgar, pela capacidade compreender, direcionar e ajudar a harmonizar as incongruências do comportamento humano. Ou seja você não faz mais a diferença pelo seu QI (coeficiente de inteligência)  mas pelo QE ( coeficiente de  emocional).

Um forte abraço,

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