Como criar os filhos com inteligência emocional – Parte 1

Tempo de leitura: 7 minutos

Olá Pessoal,
Gostaram do blog sobre a letra E do método EFP de desenvolvimento
de pessoas, pois bem! Esta saga de continuar explicando a você
porque este tripé é a base para qualquer aprendizado de sua vida. Me
trás de volta, agora, com a Gestão de Emoções, que é como se fosse o oxigênio para nossas vidas.

Pois bem! A novela “O Outro Lado do Paraíso” tem despertado a curiosidade e o interesse pelo serviço de Coaching de milhares de brasileiros a partir do desenrolar da trama sobre abuso sexual. Mas a trama que também nos chama a atenção envolve personagens complexos, como Sofia (Marieta Severo), Gael (Sérgio Guizé) e Lívia(Grazi Massafera).

A primeira é uma típica vilã ambiciosa, mas também é mãe. Os outros são os dois filhos mais velhos da personagem que desenvolvem sentimentos negativos, são protagonistas de cenas de violência, de inveja e de perversão. Em síntese as personagens Gael e Lívia não sabem acolher os sentimentos de outras pessoas, assim como raramente têm seus sentimentos acolhidos.

Eles são bastante dependentes da mãe e não possuem quaisquer perspectivas de futuro. Embora faça parte do enredo de uma novela, essa trama possui mais do que meras semelhanças com a realidade. Muitos pais e mães não ensinam inteligência emocional aos seus filhos. Ora, porque eles mesmos não têm, ora porque ignoram as emoções das crias. Como assim ignoram as emoções das crias? Simples: banalizar as emoções de um ser humano em formação ou criticar as expressões, assim como não orientá-las, é ignorar a potência que a emoção tem sobre o comportamento do indivíduo. A fim de que você não incorra nos mesmos erros, trazemos algumas reflexões para a criação das suas crianças com inteligência emocional. Leia!

O que é inteligência emocional?

inteligencia emocional

Se você passou todo este tempo acreditando que existia inteligência medida apenas como Q.I, seja bem-vindo. Reconhecer, discernir e gerir os próprios sentimentos, tal qual identificar, compreender e lidar com as emoções do outro é sinal de inteligência.
Mesmo que o seu filho seja um gênio no que se refere a conhecimento técnico ou acadêmico, ele ainda precisa conquistar o Q.E., termo usado pela psicologia para a inteligência emocional.

De acordo com Daniel Goleman, redator do The New York Times que ampliou a difusão do conceito em 1995, inteligência emocional seria a “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos”. Esse aspecto do ser humano tem recebido tanta atenção que até em entrevistas de emprego, como o candidato gere seus relacionamentos intra e interpessoais ganham mais espaço de análise do que o histórico técnico. Você certamente deve estar se perguntando como aplicar esse conceito um pouco complexo. Ou ainda por qual razão preparar o filho desde cedo para um amadurecimento emocional. Então, vamos lá!

Relação emocional e desenvolvimento humano

pessoas

Fazem parte do desenvolvimento infantil os episódios de birra e de choro, do desenvolvimento adolescente os episódios de revolta e de negação. Mas desenvolvimento humano concebe fases, cujas características se revelam de acordo com a idade. Isso significa que a birra de uma criança de 2 anos não pode ser comparada a uma birra de uma criança de 8 anos, por exemplo. Há de se compreender o que cada idade implica e é missão dos pais e responsáveis auxiliar o filho a pensar sobre seu sentimento, sobre a sua emoção, sobre o porquê
de sua reação.
De nada adianta superproteger. O rebento precisa saber que há situações negativas e que despendem muita energia. Esse processo exige mais comunicação entre pais e filhos. O adulto precisa revelar à criança e ao adolescente que ele também fica triste, alegre, se decepciona, mas faz disso tudo uma forma de aprendizado. Deu para perceber a importância do adulto também ter
inteligência emocional (trataremos isto em outro artigo)? Ele será o espelho da empatia, logo, ele também deverá inspirar um comportamento emocional adequado às situações que lhe são impostas ao longo da vida. Quando o adulto respeita a idade da criança e a forma como ela apreende o mundo, a criança percebe que é possível superar a tristeza, o sofrimento e transformar o erro.

5 dicas para cultivar a inteligência emocional do seu filho.

Já demos uma dica no tópico acima: respeitar a forma como a criança e o adolescente aprendem o mundo. Aliás, demos outra: demonstrar empatia. Então, anote mais estas dicas que daremos a seguir:

1- Parabenize o esforço: o seu filho busca aprovação do mundo, mas elogiá-lo exacerbadamente pode ser um tiro pela culatra. Ele pode se sentir estigmatizado ou se limitar. Tente trocar o “você é fera em português” por “parabéns, você concluiu a sua atividade”.

crianças

2- Ajude a nomear a emoção: auxilie o filho a identificar a emoção que ele está experimentando. Ele necessita ter uma consciência crítica sobre a situação que está vivenciando a fim de entender também as consequências daquelas emoções. Uma dica é verbalizar junto com ele, por exemplo: “você está triste porque você não foi respeitado” ou “você está com raiva porque está cansado de brincar”. Essa dica ajuda a criança a acolher até a emoção do outro.

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3 – Demonstre interesse: para você, a dor da criança pode ser bobagem. Mas para ela, é um meteoro caindo sobre a terra. Ouça-a sem criticar a forma como ela está reagindo, sem minimizar a situação, sem desmerecer a intensidade da emoção. Ajude-a a compreender que situações semelhantes podem voltar a acontecer, que ela receberá muitos “nãos” e que é natural ela se frustrar.

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4 – Estimule a brincadeira: é na brincadeira que a criança cria e mais se expressa. Quando ela entra no mundo da brincadeira, ela também toma papéis diferentes para si, interage com regras, controla o físico, o mental e o emocional.

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5 – Oriente na canalização: há sentimentos que te deixam perdidos ou que te fazem reagir de forma instintiva. Aproveite este momento de emoção negativa do seu filho para se tornar mais próximo dele, deixá-lo seguro e auxiliá-lo na canalização das emoções. Pegue na mão, olhe nos olhos e torne esse momento
produtivo.

abraço

Curtiram este artigo? Ele é parte 1 e, em breve, teremos a segunda parte auxiliando no desenvolvimento da inteligência emocional de pais, mães e responsáveis. Já que é para ter empatia, então, vamos auxiliar o adulto a ser a melhor influência para a sua criança.

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Até a próxima! e um forte abraço, Eu sou o Coach & Mentor – Frank Moraes – Criador do Método
EFP DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS, e CEO do IFM.

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